Como o Reggae do Flamengo ganhou vida na celebração do RubaDub
Quando o som de um reggae inconfundível ecoa nas arquibancadas do Maracanã, o clima muda de imediato. Mas foi na inesperada fusão com o RubaDub – aquele duelo de memes entre Rubens e Dubsmash que tomou as redes – que o hino do Flamengo encontrou um novo palco, transformando torcedores em coreógrafos improvisados.
A origem do reggae flamenguista
O ritmo reggae foi adotado pelos rubro-negros nos anos 80, quando a equipe começou a cantar “Eu Sou Flamengo” ao som de acordes pontuados por batidas tropicais. Não foi um acaso: a combinação do calor carioca com a vibração relaxada do reggae criava um sentido de identidade único, algo que ainda ecoa nos cantos dos estádios.
Hoje, a melodia está tão enraizada que até quem nunca pisou no Rio reconhece o refrão ao ouvir os primeiros acordes.
RubaDub: o que é e por que virou febre
RubaDub surgiu como um desafio de edição nas redes sociais, onde usuários trocavam trechos de vídeos de Rubens (um influenciador de futebol) e Dubsmash (uma série de clipes engraçados) para criar mashups hilários. A proposta era simples: sincronizar a fala de Rubens com movimentos de dança de Dubsmash, gerando resultados inesperados e extremamente compartilháveis.
O fenômeno explodiu porque unia duas paixões brasileiras – futebol e humor online – em um formato que qualquer pessoa com um celular podia reproduzir.
Quando o reggae encontrou o RubaDub
Em um evento promocional para a final do Campeonato Carioca, organizadores decidiram usar a trilha sonora do reggae do Flamengo como base para um desafio RubaDub ao vivo. A ideia? Convidar a torcida a gravar suas próprias versões, misturando os passos de dança do Dubsmash com o canto do hino.
O resultado foi surpreendente:
- Torcedores dançando ao som do reggae, enquanto um telão exibia cortes de Rubens fazendo comentários sarcásticos.
- Viralização instantânea nas hashtags #FlamengoReggaeDub e #RubaDubNaArena.
- Até o técnico da equipe entrou na brincadeira, fazendo um passo de “ska” improvisado na entrada do vestiário.
Impacto nas redes sociais
Em menos de 24 horas, o vídeo oficial do desafio acumulou mais de 2 milhões de visualizações. Comentários se multiplicaram, destacando a criatividade dos fãs:
“Nunca imaginei que o Flamengo pudesse ter um ritmo tão chiclete!” – comentou um usuário no Twitter.
Influenciadores de música e futebol começaram a replicar a combinação, gerando um ciclo de reposts que manteve a celebração viva por semanas.
Por que a mistura funciona tão bem?
Do ponto de vista cultural, a união mostra como duas expressões – o samba‑rock do estádio e a ginga digital – podem coexistir sem perder a essência. O reggae traz a leveza necessária para que a brincadeira não pareça forçada, enquanto o RubaDub oferece a estrutura humorística que atrai o público jovem.
Além disso, a espontaneidade do momento cria um sentimento de pertencimento: quem participa se sente parte de uma história maior, algo que os clubes costumam buscar para reforçar sua marca.
Dicas para quem quer entrar na onda
- Escolha a versão certa do reggae. Opte pela gravação oficial de 1995, que tem a batida mais reconhecível.
- Use um app de edição simples. Aplicativos como CapCut ou InShot permitem alinhar áudio e vídeo em poucos minutos.
- Incorpore movimentos de Dubsmash. O passo clássico de “coração batendo” costuma gerar mais risos.
- Marque as hashtags corretas. #FlamengoReggaeDub e #RubaDubChallenge ainda estão em alta.
O que vem depois?
Com o sucesso do experimento, o departamento de marketing do Flamengo já cogita lançar outras trilhas temáticas – talvez um funk carioca para a próxima Copa do Brasil. Enquanto isso, a comunidade online continua a remixar o reggae, criando versões com percussão eletrônica, guitarra acústica e até duetos com cantores de bossa nova.
Se há uma lição a tirar, é que a criatividade não tem fronteiras: basta um ritmo envolvente, um toque de humor e a vontade de cantar junto. O Flamengo já provou que, quando tudo se junta, a festa nunca termina.